sexta-feira, 13 de junho de 2008

Próprias mentiras


É certo que algumas pessoas sentem a necessidade de estarem sempre no papel de vítima. De vez em quando é até cômodo, agradável. É uma forma fácil (super fácil) de transferir para os outros nossos problemas; nossas fraquezas, inseguraças e medos. Além disso, é uma forma simples de achar que a solução para as coisas que nos incomodam dependem, na verdade, do outro e não de nós mesmos. É através desse ciclo que, muitas vezes, um probleminha acaba virando um problemão.
Mas - depois de um tempo - qualquer pessoa que tenha vergonha na cara começa a se incomodar com isso. Algumas levam um bom tempo pra assumirem suas próprias responsabilidades: fogem, disfarçam, mas acabam se encontrando. Outras, no entanto, preferem culpar os outros por tudo. Sendo assim, acham que não há nada de errado em suas atitudes, pelo contrário, o mundo é que está equivocado.

Não é nada fácil admitir que, muitas vezes, a solução de uma situação complicada encontra-se apenas em nossas mãos. Nessas horas, é inevitável aparecer aquela vontadezinha de procurar um culpado qualquer. Mas, quando essa transferência é nitidamente inviável e convarde é hora de levantar a cabeça, assumir a responsabilidade e descobrir que a vida nem é tão complicada assim - nós é que temos medo de viver. Por: Suyanne

"Tentar esconder
Prá não ter que ver
Onde dói a ferida da vida".

(Débora Blando)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Grades invisíveis.

A grade invisível, sem dúvida alguma, constitui a forma mais eficaz de aprisonamento. Num primeiro momento, ela é imperceptível, dissimulada, esperta... Através dela, fazem-nos acreditar que sempre tivemos passos livres, largos, soltos. Isso faz parte do jogo. Ela nos acalma através de pequenas concessões, mas quando tais concessões não são mais suficientes, os questionamentos começam a surgir de forma desenfreada. E quando isso acontece, a amargura e o ressentimento vêm à tona - trazendo com eles uma infelicidade calada, inesperada.
As cicatrizes acumuladas durante o aprisionamento começam a doer, a machucar de verdade. Quando as grades são visíveis, as cicatrizes também são ... dessa forma fica mais fácil combatê-las; mas quando acontece o contrário, o esforço precisa ser muito maior. A sensação de ter sido enganada durante tanto tempo gera uma fraqueza absurda. Mas não adianta reclamar, talvez seja tarde demais pra isso. Entretanto, o simples fato de perceber o que antes era invisível aos olhos, constitui o primeiro passo pra construir uma felicidade verdadeira - sem farsas.
Por: Suyanne

Mais um selinho
Obrigadaaaaaa ;)

sábado, 7 de junho de 2008

Ontem, eu tive um sonho ...


Cenário 1 : Eu estava numa festa acompanhada de algumas pessoas conhecidas - que não via há um bom tempo.

Cenário 2: Eu estava em frente a uma casa qualquer, havia duas pessoas conversando comigo. De repente, minha boca começou a sangrar. Corri desesperada e fui pra cozinha (estranhamente, era a cozinha da casa em que morei há 5 anos - até a mesa estava disposta exatamente no mesmo lugar). O sangue continuou escorrendo, comecei a ter muita sede. Procurei desesperadamente um copo - bebi um pouco de água e voltei pra frente da casa que estava antes. Comecei a sentir um gosto de sal na boca, a garganta estava muito seca! Do outro lado da rua estava uma pessoa que ainda não conheço pessoalmente, mas que converso há quase dois anos pelo msn. Ele ficou me olhando, mas não fez nada. Nessa hora, senti uma vontade imensa de falar com ele, entretanto, acabei não indo. E então, mais uma vez, senti o gosto do sangue - corri p/ banheiro e vi que o nariz começava a sangrar também. De uma hora pra outra, estava novamente na cozinha. Minha mãe apareceu, mandou que eu bebesse água e saiu. Mas, dessa vez, não consegui chegar até o armário e pegar o copo. Minha visão estava turva. A voz não saía de jeito nenhum. Eu queria gritar; pedir que alguém me levasse pro hospital - mas não conseguia. Tive a certeza que não iria aguentar mais um minuto. Nesse momento, lembrei do meu "amigo virtual" que estava lá fora. Fiquei muito arrependida de não ter ido falar com ele. Fechei os olhos! Um copo apareceu na mesa. Então, tomei um pouco de água e desabei no chão.
Finalmente, ACORDEI!
Levantei DOIDA (deseperada) da cama! Minha boca estava seca, dessa vez, de verdade. Fui choramingando em direção à cozinha e tomei 2 copos com MUITA água (só pra garantir). Voltei pro quarto novamente e anotei todos os detalhes num papel (isso porque minha memória sempre me deixa na mão). Nunca tive um sonho tão louco e tão real. O contexto: Ontem, tive que tirar uma quantidade de sangue suficiente para encher 8 tubinhos e tive uma má notícia: Tem que ficar 3 dias sem ingerir álcool, certo? (logo no fim de semana). Porém, HOJE, eu já estava programando beber todas numa festa da sala, mesmo depois dessa recomendação inconveniente.
Mas, depois desse sonho fiquei com medinho! Será que foi um aviso? Pensando bem , foi um sonho bem elaborado - o sal, o sangue, uma festa, o hospital, a sensação de que iria morrer . Tudo com seu devido sentido.
Pensando bem, acho que vou ficar apenas com a água mineral.
Por: Suyanne


Ganhei mais um selinho \o/ Adoreeeei! Obrigada Ydilla :*
Blog: http://idyllamonteiro.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de junho de 2008

*MEME*


Um dos meus maiores defeitos é ser enrolada. Por isso, enrolei um bom tempo até responder o "MEME" que a Ydilla me enviou. Mas, agora ta aí :)

Três alegrias:
Comer chocolate.
Ler um bom livro.
Dormir a tarde inteira.
Três medos:
Do escuro. Quando apago a luz antes de dormir, corro p/ cama de olho fechado.
De ver algum espírito.
De bichos (grilo, cobra, escorpião, cachorro (dos grandes), etc)

três objetivos:
Me formar.
Ir num show de Pedro Mariano.
Morar sozinha.

Três obssessões atuais:
Ler romances.
Escrever (aqui).
Comer doce (todo dia).

Três fatos surpreendentes:
Ter passado em 3 vestibulares.
Ter passado em um concurso público.
Ter sido considerada "normal" por um psiquiatra \o/

domingo, 1 de junho de 2008

QuestionamentoS.


Uma palavra! Bastava apenas uma palavra pra que tudo tomasse um rumo diferente.
Ficou a imaginar como seria se tivesse agido da forma "x" e não da forma "y".
Passou a se questionar: "Sera que tudo está escrito? Programado?"
Se tudo está escrito, viemos aqui apenas para seguir um roteiro? Para sermos fantoches nas mãos de Deus?
E se não for assim? E se tudo for mesmo por acaso? Todos os fatos estranhamente inexplicáveis, sem sentido aparente, seriam apenas coincidências?
Um "não", um "sim" ou um "talvez" não faria diferença alguma; Afinal, nada teria um sentido, um objetivo. Ao invés de meros fantoches, seríamos apenas indivíduos jogados nessa bendita "Terra" - com plenos poderes para gozarmos do "livre arbítrio?
Enfim, chegou à conclusão que nenhuma das opções seriam agradáveis.
Tentou ver as coisas por outro ângulo.
E se fosse uma mistura - uma espécie de fusão das duas opções? - do tipo: Certas coisas precisam acontecer, mas não existem formas exatas para que elas aconteçam.
Seria a mistura perfeita: O caminho seria definido (escrito) , enquanto as formas de caminhar por ele seriam livres, variadas, indefinidas (livre arbítrio).
Foi então que começou a recordar alguns momentos ruins. Sempre ficava deprimida... perguntando-se por que precisou passar por aquilo. Por que logo com ela?! Não conseguia ver uma razão plausível!
Mas, antes de sucumbir completamente, via que justamente nessa hora aparecia a oportunidade de fazer a SUA escolha (de vida ou de morte): O que seria certo? Entregar-se ao sofrimento e optar por um caminho sem volta - ou - simplesmente, dar a volta por cima e aprender com ele?
Preferiu optar pela ultima opção.
Então, passou a perceber que através da dor poderia tirar as maiores lições de sua vida.
A alegria, muitas vezes, nos cega; nos deixa num patamar de superioridade, de imunidade. A dor não! Ela machuca, maltrata, mas ensina. É como aquela professora rígida que faz provas difícies, a gente sempre reclama, mas acaba estudando. Ao contrário daquele professor que prefere não fazer provas ... entao, relaxamos na disciplina dele - por achar que podemos aprender depois.
Enfim, sabia que de certa forma havia uma liberdade de escolha, e concluiu que não era necessário escolher o certo ou o errado, mas sim aquilo que era melhor para ela.
E, se errasse, não veria mais o sofrimento como uma punição, mas sim como uma oportunidade de crescer.
Por: Suyanne

" O caminho mais fácil nem sempre é melhor que o da dor". (Lama -Luxúria).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sai pra lá


Levei algum tempo pra conseguir dormir. Respostas que não foram dadas, chingamentos abafados, uma raiva crescente - Tudo! Absolutamente tudo ficou guardado. Se tem uma coisa que consegue ACABAR com o meu dia, é o contato com pessoas mal educadas, mal encaradas - daquele tipo que você olha e diz: "Esse daí não comeu hoje" (É, realmente, essa frase pode ter dois sentidos e, nesse caso, os dois estão corretos). É claro que ninguém é obrigado a andar o dia inteiro, o mês inteiro ou o ano inteiro rindo para as paredes. Pelo contrário, até desconfio dessas pessoas. Mas, ter que aturar cara amarrada e falta de educação daqueles que RECEBEM pra prestar uma droga de informação ja é muito desaforo.
O pior de tudo é que às vezes te pegam de surpresa, naqueles dias que você não está mesmo afim de brigar por nada. Entretanto, aí é que tá o problema: parece que aquela "COISA RUIM" que a pessoa tem acaba sendo transmitida como uma energia negativa, que flui com uma facilidade tremenda. A pessoa te trata mal, você fica mal humorada e acaba passando (até mesmo sem querer) essa raiva para os outros.
Quando as respostas não são dadas na hora certa, parece que elas têm o prazer de ficarem martelando, incomodando ... E enquanto isso, aquele mesmo "cavalo" que te atendeu mal continua sentado numa cadeira mediócre, atendendo às pessoas de forma mediócre e pensando na sua vidinha mediócre. Ou seja, nem lembra que você esteve lá. Então pra que ficar se remoendo? Pra que ficar pensando nas palavras que não conseguiram sair? No final das contas, sempre acabo percebendo que não vale a pena me estressar, chingar ou desejar que ele se F ***! Quem sai perdendo nessa história é sempre quem se deixa contaminar pela energia ruim. Por isso, decidi que não ia ensaiar respostas que não serviriam de nada. Deitei, dormi , acordei leve e o dia amanheceu em paz!
Por: Suyanne


Oba!!! :) Fui indicada pelo blog "Dont Stop" ( http://idyllamonteiro.blogspot.com/) e ganhei o selo "Sou uma Diva" \o/
Obrigada iDyllaaa! Adorei :*

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Não é amor o que você sente por mim

Chegou em casa e rasgou todas as cartas. Absolutamente todas! Se pôs a pensar como pôde ser tão bobo. Versos, lágrimas, letras de amor - tudo pra ela. Tudo era ela! Logo de manhã, alegrava-se mesmo sabendo que teria que levantar da cama e aguentar algumas aulas chatas. Alegrava-se porque sabia que ela estaria lá. Todos os dias tratava de deixar o caderno sob a cadeira ao lado. Queria tê-la sempre por perto. A presença dela renovava seu espírito, suas brincadeiras, suas risadas, seu jeito meigo de contar histórias , suas mãos pequenas e seus braços envoltos de pulseiras coloridas fascinava-o. Ele não comentava com ninguém, mas - pelo seu olhar - era fácil perceber o quanto amava aquela menina. Sabia que não era correspondindo - mas não se importava. O importante era tê-la por perto; sabia também que era visto apenas como um amigo - talvez fosse até melhor assim. A única parte ruim dessa história toda era fingir indiferença quando ela resolvia abrir seu coração e falar de outros amores. Quando estava com ela, disfarçava bem. Mas, sozinho no quarto era impossível conter as lágrimas. O ciúme partia seu coração em pedaços inúteis, tão inúteis quanto o amor incontrolável que sentia. Os dias foram passando ... o sentimento crescia; mas a coragem de se declarar insistia em fugir.

Foi então que aquele sentimento contido começou a sufocá-lo, e o que era amor - aos poucos- foi transformando-se em ódio. Não suportava mais olhá-la, o sorriso que antes lhe trazia alegria agora aumentava seu rancor. O ódio ia consumindo seu coração, era uma dor insuportável; e a menina, que não tinha culpa alguma, passou a ser algoz e ele a vítima. Sim, ela tinha culpa de não gostar dele. Ela tinha culpa por não dar falsas esperenças. Ela tinha culpa por gostar de outro . Ele era a vítima, por isso, um dia ela pagaria por todo esse sofrimento.
ENTRETANTO
Se ele pudesse ler os pensamentos dela com certeza saberia o que é amor de verdade. Ele não sabia, mas ela também sofria por amor. Mesmo assim, todas as noites pedia a Deus que protegesse o menininho que ela tanta gostava. Mesmo desejando muito que ele estivesse com ela, não pedia que ele a amasse, mas sim que ele fosse feliz com a pessoa que estivesse em seu coração. Não era egoísta. Ela sabia que amor e egoísmo jamais poderiam andar juntos. Desejar o mal porque ele pensa em outra? Não! Isso também não. O amor que sentia era grande demais para dar espaço a um sentimento tão ruim quanto o ódio.
ENFIM,
Existe uma diferença, UMA GRANDE DIFERENÇA, entre AMAR e ACHAR QUE AMA.
Apenas isso!
Por: Suyanne